Biografia de Althea Gibson

Em todos os esportes há pioneiros. No mundo do tênis, essa era Althea Gibson. Um jogador de topo na década de 1950, ela foi o primeiro jogador afro-americano a vencer em uma grande competição. Depois de se aposentar da corte, ela virou-se para o golfe e se tornou a primeira mulher negra a jogar na Ladies Professional Golf Association.

Vida pregressa

Gibson nasceu em Silver, Carolina do Sul, em 25 de agosto de 1927 e cresceu em Harlem, Nova York. Quando criança, ela era uma atleta natural, jogando basquete e paddle, mas não gostava muito da escola, muitas vezes faltando às aulas e acabando desistindo. Em 1941, depois de receber uma raquete de tênis e a oferta de aulas em um clube de tênis pelos vizinhos, Gibson entrou e venceu o Campeonato Estadual de Nova York, organizado pela Associação Americana de Tênis, uma organização predominantemente negra. Foi o primeiro de uma série de vitórias em competições da ATA, que atraiu a atenção de dois médicos amantes do tênis. Juntos, eles ajudaram a treiná-la, assim como a voltar à escola, para que ela pudesse se formar.

Enquanto participava e se formou na Florida Agricultural and Mechanical University em uma bolsa de estudos esportiva, Gibson continuou a jogar com o ATA. Ela venceu o campeonato por 10 anos consecutivos, fazendo com que a tenista branca Alice Marble escrevesse um artigo para o American Lawn Tennis chamando o esporte de fanatismo.

Campeonatos e Competições

Em 1950, porém, Gibson foi o primeiro jogador negro convidado para o Campeonato de Grama Oriental da Associação de Tênis do Gramado - precursor do Aberto dos EUA - onde ela estava ganhando seu segundo jogo quando uma tempestade parou de jogar. Quando a partida voltou no dia seguinte, Gibson perdeu. No ano seguinte, ela foi a primeira jogadora negra convidada para Wimbledon, mas a frustração com as perdas causou um duro golpe.

Gibson jogou no nível de elite por vários anos antes de acertar seu passo. Em 1956 ela ganhou seu primeiro grande evento, o campeonato francês, e também conquistou o título feminino de duplas em Wimbledon. 1957 foi o ano que a viu no topo, vencendo tanto o campeonato americano quanto o torneio de Wimbledon. Para aquele ano e o seguinte, ela foi nomeada a Atleta Feminina do Ano da Associated Press. Ela repetiu a vitória de seu single de Wimbledon em 1958, e fez a escolha de se tornar profissional no final daquele ano.

Carreira de golfe e retorno ao tênis

Com poucos torneios para o tênis profissional feminino, Gibson decidiu transformar suas habilidades e disciplina em golfe. Em 1964 ela se juntou à Ladies Professional Gold Association como o primeiro membro afro-americano. Ela não conseguiu se destacar no campo e acabou retornando ao tênis, ensinando como profissional.

A marca e a influência de Gibson no mundo do tênis não podem ser exageradas. Através do talento e do trabalho duro, ela quebrou a fronteira racial em um momento em que a nação estava apenas começando a progredir nas relações raciais, e abriu o caminho das atletas negras em todos os esportes.

Gibson morreu em 2003, aos 76 anos, de complicações respiratórias e infecções da bexiga, em sua casa em East Orange, Nova York.

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